Aumenta Bancada de Evangélicos no Congresso

Um fenômeno importante revelado em pesquisa do DIAP, aponta para um crescimento na bancada evangélica, se comparado com as eleições de 2014. Foram eleitos ou reeleitos, 84 deputados com perfil ideológico/politico que se alinham com as crenças deste segmento de interesse informal e suprapartidário na Câmara Federal. Em 2014, levantamento do DIAP identificou 75 deputados. Em 2010, a bancada iniciou os trabalhos legislativos com 73 representantes.
No Senado, a bancada registra um crescimento ainda mais expressivo: a representação saltou de 3 para 7 parlamentares. De acordo com os analistas do DIAP, pode ser classificados como integrante da bancada evangélica: bispos, pastores, missionários e sacerdotes, além de cantores de música gospel e o parlamentar que professa a fé segundo a doutrina evangélica ou que se alinha ao grupo em votações de temas específicos.
A pesquisa revelou ainda que a bancada evangélica atua de forma organizada na Câmara e no Senado. Desde 2003, está registrada na Casa como Frente Parlamentar Evangélica. Mais recentemente, foi renomeada como Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional, cujo coordenador, desde 2015, era o deputado Takayama (PSC-PR), que não se reelegeu para a próxima legislatura, que começa em 1º de fevereiro de 2019.
Nos últimos pleitos, excetuando a eleição de 2006, o crescimento médio registrado foi de 20%. Em 2014, houve desaceleração neste crescimento e, em 2018, registrou-se aumento de pouco mais de 10%.
Apesar do crescimento ter sido na ordem de nove parlamentares; entre os 40 reeleitos e 44 novos parlamentares, há campeões de votos em seus estados de origem. Desse total, nove deputados obtiveram votações muito expressivas e atingiram o quociente em suas bases eleitorais.
O deputado reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) saltou de 82.224 votos em 2014 para 1.843.735 votos, ficando por conta deste resultado como o deputado federal com maior votação nominal registrada no País. Outra parlamentar que ultrapassou a marca de 1 milhão de votos foi Joice Hasselmann (PSL-SP). A jornalista, estreante na Casa, conquistou a preferência de 1.078.666 eleitores.
Chama atenção também a eleição de lideranças de relevo na comunidade evangélica, algumas delas com grande exposição na mídia. No Acre, foi reeleito o apresentador de TV Alan Rick (DEM); na Bahia, elegeu-se o suplente de deputado federal Pastor Abilio Santana (PHS) e foram reeleitos Márcio Marinho (PRB) e Sergio Brito (PSD).
A bancada do Distrito Federal contará com o pastor da Igreja Universal do Reino de Deus e atual deputado distrital Julio Cesar (PRB). Do Espírito Santo, virá a ex-deputada federal Lauriete (PR), que é mulher do senador Magno Malta (PRB), que não se reelegeu.
De Minas Gerais, irão estrear na Casa o cantor gospel Léo Motta (PSL) e o teólogo Gilberto Abramo (PRB). No Pará, foram eleitos os novatos Olival Marques (DEM), teólogo e cantor gospel, e Vavá Martins (PRB), radialista e pastor da Igreja Universal do Reino de Deus.
Merecem destaque ainda as seguintes lideranças evangélicas: Pastor Gildenemyr (PMN-MA), novo; Pastor Eurico (Patri-PE), reeleito; Bispo Ossesio (PRB-PE), novo; Aroldo Martins (PRB-PR), novo; Liziane Bayer (PSB-RS), nova; Roberto de Lucena (Pode-SP), reeleito; e Cezinha de Madureira (PSD-SP).

O PRB permanece hegemônico na bancada evangélica. Em 2014, a legenda elegeu 15 líderes religiosos. Nestas eleições a bancada aumentou para 19 na Câmara Federal. Os outros partidos representados na bancada evangélica são os seguintes: PSL, com 8; PR (7); DEM, PP, PSDB e PSD, com 5 cada; PSC e PSB, com 4 cada; Pode e MDB, com 3 cada; PDT, PT, SD e Novo, com 2 cada, além das legendas PMN, PRP, Patri, Avante, PTC, Pros, PHS e PTB, com 1 cada.