Centrais Sindicais Organizadas Para Demolir a PEC da Previdência

Em reunião de balanço das manifestações do último dia 22 de março, as centrais sindicais CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central, CGTB, Intersindical e CSP-Conlutas já definiram, no dia 26/03 em São Paulo, as futuras estratégias para impedir a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 06/2019 da reforma da Previdência.
Foi consenso entre os presidentes das Centrais Sindicais que as manifestações do dia 22 superaram muito as expectativas do movimento sindical. “A classe trabalhadora assumiu o papel de protagonista na luta em defesa da Previdência”, foi o comentário geral entre os sindicalistas.
Já em elaboração de estratégias para o dia 1° de Maio, as centrais cumprem hoje, quarta-feira,03, agenda política na Praça Ramos, no centro de São Paulo. A ideia é coletar assinaturas contra a reforma. “Queremos fortalecer ainda mais a mobilização da sociedade e ampliar o debate sobre a reforma da Previdência”, explicou o presidente da Força Sindical Miguel Torres.
O sindicalista disse que e o abaixo-assinado será ampliado para todo o Brasil, e deve acontecer nos 27 estados e no Distrito Federal. O documento será protocolado no Congresso, logo após o Dia do Trabalhador, como um libelo; para demonstrar a insatisfação do trabalhador brasileiro contra a privatização da previdência.
A prioridade é o Dia Internacional do Trabalhador (1º de Maio), quando será realizado um Ato Unificado que deverá reunir todas as centrais.
A agenda politica conta com o reforço do DIEESE que já disponibiliza o seu “Aposentômetro”; uma calculadora para o trabalhador calcular quanto tempo falta para a sua aposentadoria pelas regras atuais e como ficará se a reforma for aprovada. Com a ferramenta, o Movimento Sindical pode demonstrar na prática os efeitos da proposta do governo Bolsonaro. Os sindicalistas informaram que estão acompanhando o tramite da PEC na Câmara, e caso ela avance deverá ser deflagrada uma greve geral.