Nota de Repúdio – Publicado em 17 NOVEMBRO 2015

Publicado em 17 NOVEMBRO 2015

 

O SEPUB, entidade sindical que representa os servidores públicos ativos, aposentados e seus pensionistas, inclusive os servidores do sistema penal, no estado do Pará e municípios, manifesta seu repúdio à Superintendência do Sistema Penal e Governo do Estado do Pará que, em claro crime de prática antissindical, no dia de 15/11/2015, determinou a proibição do acesso do Sindicato aos trabalhadores do sistema penal.

Em momento onde existe uma situação caótica nas casas penais, advindas do desmazelo do Estado que se demonstra nas construções inadequadas de presídios, na falta de pessoal e de estrutura, superlotação, subsolos enfraquecidos por dezenas de túneis e fugas cada vez mais rotineiras e cinematográficas.

Para tratar dessa situação, o sindicato SEPUB convocou assembleia (17/11) e, em mais ação cerceadora do direito dos trabalhadores o governo tenta desarticular o movimento. Por ondem do coronel André Cunha, superintendente da Susipe, foi determinado que os integrantes do Sindicato tivessem entrada impedida em todas as casas penais do estado, contradizendo documento do próprio André Cunha, que garantia esse acesso.

O governo e a Superintendência, que nada fazem para corrigir o grave quadro existente procuram impedir o SEPUB de realizar seu trabalho, em defesa dos trabalhadores e da vida.

Para barrar essas medidas foi registrado um Boletim de Ocorrência contra essas práticas antissindicais e vamos lutar para garantir o direito do Sindicato em defender os trabalhadores de sua base.

No dia 16/11, a imprensa local anunciou que, mais uma vez o Sistema Penal confirmou a fuga de 4 presos, ontem, do Centro de Triagem de São Braz. Porém calaram sobre nova tentativa de resgate criminoso de presos no Presídio (Polo) de Marituba, ocorrido na noite de ontem, 15/11 (22:30 horas), com troca de tiros entre a PM e o grupo armado de bandidos que queriam libertar os parceiros.

Trata-se de uma afronta a organização dos trabalhadores do setor público, deixa claro a falta de vontade politica do governo do estado do Pará em mudar o quadro existente, que tem trazido apreensão e até vitimas fatais aos servidores e população de nosso estado, o que configura uma prática antissindical que enseja nosso mais veemente repúdio.

Belém (PA), 16 de novembro de 2015

Ezequiel Sarges Cavaleiro

Presidente